sábado, 28 de Abril de 2012

A nossa dimensão, ou não temos todos de ser uns grandas bosses

Nunca o homem teve tanto poder e ao mesmo tempo tanta fragilidade. A globalização trouxe-lhe a consciência da sua incapacidade de resolver todos os problemas quando tudo depende só de si mesmo. As leis da proporção e da quantidade, e o exemplo de iniciativas recentes, mostram-lhe que as cimeiras dos maiores detentores do poder político, financeiro e tecnológico são impotentes para resolver os grandes problemas da humanidade. Se é assim, o homem devia recuperar a consciência da sua finitude. Os poderosos tentarão, assim se espera, resolver os grandes problemas. Mas o cidadão comum, o indivíduo, só pode resolver os problemas em que está envolvido, e tendo em conta a escala daquilo que pode alcançar: o grupo a que pertence, a família que o rodeia, o trabalho de que vive, as associações em que se inscreve, o país da sua cidadania, a ideologia ou a confissão religiosa que professa. É para com eles que deve ser responsável. É a esta escala que a mudança de olhar proposta pela atitude contemplativa lhe pode trazer uma nova esperança.

by José Mattoso in Levantar o Céu

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