segunda-feira, 2 de abril de 2012

Myanmar

Há 4 anos atrás Myanmar continuava a ser a governado por uma das ditaduras mais violentas, opressoras e isolacionistas de que há registo. Em 2008 a junta militar que governa o pais desde 1962 revelou que pretendia uma abertura externa e dar passos no sentido de criar uma democracia e uma sociedade livre. Nessa altura todos esses sinais foram encarados com bastante prudência e na realidade poucos pensariam que as caracteristicas da ditadura de Myanmar se alteraria nos anos que se seguiriam, a menos que houvesse uma revolução.
Mas das intenções a junta militar passou aos actos, com uma série de medidas que parecia demonstrar que as suas intenções eram verdadeiras. Mesmo após essas medidas, muitos, incluindo eu próprio, duvidavam de uma vontade sincera da junta militar para prosseguir esse caminho e o fazer duma forma rápida. No entanto, as medidas foram crescendo e acumulando-se, pelo que mesmo os mais cépticos (como eu) eram obrigados a perceber que algo estava a acontecer.
Este Domingo, 1 de Abril, Aung San Suu Kyi, prémio nobel da paz e a mais conhecida opositora ao regime, foi eleita deputada nas eleições legislativas parciais. Penso que esta é uma das melhores noticias que a Democracia recebe nos últimos tempos, pois demonstra que Myanmar pode mesmo estar a caminhar para a democracia.
Apesar do marco que é este dia, é importante lembrar que o caminho para a democracia em Myanmar ainda é muito longo e é importante que a comunidade internacional se mantenha alerta para evitar que sejam dados passos atrás. Simultaneamente,  é importante que a comunidade internacional apoie Myanmar (falamos de um dos paises mais pobres do mundo), pois isso ajudará a evitar passos atrás.

Sem comentários: