24 de Abril, o dia anterior.
Imagino tudo fosco, tudo escuridão. A escuridão da falta de esperança. A escuridão da repetição, da sobreposição infindável de bafos e bafios e bafiosinhos. Cria teias. Pacientemente, muito pacientemente, envolve, atrasa. Cola. Apaga o nosso corpo em naftalina.
26 de Abril, o dia seguinte.
Imagino tudo fosco, tudo escuridão. Não a escuridão da falta de esperança que nos obriga a sentar. Uma escuridão de abismo que atrai. A escuridão do espaço vazio. Cria vertigem e impele, faz com que o mundo rode. É o preto que nos envolve e não nos deixa ver a nossa mão. Apaga o nosso corpo. Dissolve-o em possibilidades.
Pensamento do dia
Há 3 horas
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