terça-feira, 25 de Setembro de 2012

Nao li o artigo original,

mas vale a pena vir espreitar isto. Um bocadinho longo, mas tiro daqui o meu conselho: nunca comecar a conversar com alguem que nao concorda/quer perceber/quer aceitar isto. Vivem noutras realidades.

segunda-feira, 17 de Setembro de 2012

Onde gastamos o nossos impostos? (tentativa de recentrar a questao)

Fonte: Banco de Portugal
Espero que se consiga ler a legenda. Coisas a referir:

  1. A linha verde tem tido uma tendencia negativa. Significa que os funcionarios publicos tem vindo a receber cada vez menos. Se isto e verdade em termos abslutos (basta ler jornais) tambem o e em termos relativos. Quando o PIB desce, os salarios descem ainda mais.
  2. A linha roxa, dos consumos intermedios, raramente passa os 5%. Isto sao os gastos em coisas. Tipo comprar papel, impressoras, carros e afins. As coisas que o estado precisa para funcionar. Estes gastos intermedios estao associados com as muito mediaticas "gorduras do estado" mas vao muito para alem delas. Esta linha nao esta num nivel muito alto. E contando que as tais gorduras sao uma parte, entao ainda menor peso terao no total da despesa. Tem sido mais ou menos constante ao longo do tempo.
  3. A linha encarnada tem subido muito nos ultimos anos. Isto nao e surpresa, nem e culpa de decisoes especificas de nenhum governo. Com o nosso sistema nao ha volta a dar. Isto porque nesta linha estao incluidos os chamados (oh para mim a ser keynesiano...hehehe, piada economista) estabilizadores automaticos. Sao estabilizadores porque aumentam quando o PIB diminui e diminuem (pelo menos em teoria) quando o PIB aumenta, fazendo com que os ciclos sejam menos abruptos. Sao automaticos porque estao escritos em regras, e portanto nao sao discricionarios; os governos tem pouco poder decisorio imediato. Nesta linha estao incluidos os subsidios que possam imaginar. Creio que tambem estao incluidos gastos de saude e educacao (excluindo os salarios dos funcionarios).
  4. A linha cor de laranja e o investimento do estado. Ha bastante tempo que tem uma expressao reduzida. Quando se fala nos gastos em infraestruturas e coisas afins esta-se a falar so daquilo (existiram alguns -recentes- problemas de suborcamentacao nesta rubrica, ou seja as PPP nao entram aqui mas deviam). Podemos recentrar as energias da discussao.
  5. A linha azul clarinha sao os gastos com juros. Aquilo que gastamos por pedir dinheiro emprestado. Nao parece muito relevante, mas reparem na tendencia no fim do grafico. Aquela coisa a subir e o inicio do aumento dos custos de endividamento. Nos proximos tempos vai subir ainda mais. No passado esta linha ja foi muito relevante. Chegou a estar ao nivel das outras duas despesas grandes. E previsivel que o seu peso aumente. O problema e que nao ha muito que possamos fazer contra isso. A unica solucao e parar de pedir emprestado (o que nao e saudavael nem viavel), e mesmo assim ainda teriamos de aguentar com todos os encargos ja assumidos (lembram-se do Teixeira dos Santos a dizer que nao nos podiamos financiar com juro maior que 7%? Estava preocupado com o comportamento futuro desta linha.).
Agora que a sociedade portuguesa esta convencida que nao pode continuar a sobregastar para onde devemos levar a atencao das nossas escolhas? A linha encarnada deveria ser o cerne de toda a discussao. O que fazer com ela? Quais sao as coisas que estamos dispostos a prescindir?

sexta-feira, 14 de Setembro de 2012

TSU

(disclaimer: vivo num pais sem cedilhas nem acentos. Ficam avisados. O corrector tambem nao quer trabalhar.)

Em toda a discussao gerada a volta das novas medidas vejo muito poucas vezes referido o seguinte facto: o imposto sobre o trabalho aumentou. Existem algumas consequencias de curto prazo das mudancas a introduzir. Estas mudancas beneficiam as receitas e, possivelmente, as empresas e a dimensao dos seus impactos e funcao directa da rigidez nominal dos contratos.

Mas a minha preocupacao vai mais alem. Quando tudo ajustar, quando os contratos se renovarem, quando a medida for incorporada e a rigidez nominal deixar de ter surtir efeito, o que sobra? Um aumento de imposto sobre o trabalho. Danificamos competitividade, aumentamos custos de trabalho e acabamos com uma reducao do que conseguimos e queremos produzir. Podiamos parar de desincentivar actividade? Baixemos gastos, por favor.

Sei que nao se pode viver sempre a pensar no longo prazo, mas olhar para ele nao faz mal nenhum...

segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

quinta-feira, 17 de Maio de 2012

Cidadania activa

Fiquei a saber recentemente que um grupo de cidadãos decidiu criar um jardim no local onde uma  parcela da praça tinha sido recortada para criar um lugar de estacionamento, Aqui está um exemplo de cidadania activa a seguir. Infelizmente, as nossas cidades são constantemente prejudicadas pela pressão urbanistica e pela necessidade de criar espaço para os automóveis, o que leva à destruição dos espaços verdes e de lazer, que constituem o que uma cidade tem de melhor.

sexta-feira, 4 de Maio de 2012